2017 pior que estava ficou, com ajuda de Tiririca

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Tiririca(Foto: Divulgação)

Se foi um ano de tirar o fôlego, 2017 também tirou a graça do palhaço Tiririca, que, após dois mandatos, em seu único discurso durante sete anos, que, enojado, não voltará à Câmara. Mas não abriu mão de nenhuma das benesses. Mostrou haver aprendido como ser político enganador, e ganha com todos os mérito o Troféu Óleo de Peroba 2017. Quem nunca enganou ninguém, exceto os próprios eleitores, se ainda está solto, vive a expectativa de longa temporada da Papuda.

Melhor ator – Paulo Maluf, que já lá, garantiu a prêmio de Melhor Ator, trocando a imagem do preso envergonhado pela do coitadinho arrastado à prisão.

Incendiário de araque – Foi em 2017 que, tiririca da vida, Zé Dirceu saiu das catacumbas para convocar seus liderados para o “dia de fúria” petista contra a Lava Jato.

Vampiro brasileiro – O troféu vai para Lula, após o ex-ministro Antonio Palocci revelar o “pacto de sangue” do ex-presidente com Emílio Odebrecht, levando-lhe “pacotes de propina” retirados do sangue e do suor do brasileiro.

Taça Pelourinho – Escrava do cargo, Luislinda continuou ministra de Temer apesar do salário escravagista inferior a R$61,7 mil. Para garantir-se no cargo, até se desfiliou do PSDB. Merece a Taça Pelourinho 2017.

Medalha Maria Antonieta – Vai para cada um dos parlamentares brasileiros, que seguem sem hesitações a mania de recorrer ao bolso do contribuinte. Agora até para retirar R$1,7 bilhão para pagar suas despesas de campanha.

Prêmio Bolsa Família – Vai para a família Geddel, Mãe e Irmãos S/A, que se manteve unida até mesmo quando denunciada à Justiça no caso dos R$51 milhões encontrados em malas com as digitais de todo o povo brasileiro.

Ali Babá – Mesmo em cana, Eduardo Cunha arrebata este troféu com todos os méritos. Até porque, por ser prêmio, o levaria com ele de qualquer jeito.

Ronald Biggs de lata – Este é da gang da JBS, que montou um esquema para se livrar de cinco investigações, ganhar uma grana especulando na bolsa e depois fugir para Nova York. A armação foi descoberta e toda gang está presa.

Fala que eu te escuto – O troféu, em formato de microfone, vai para Joesley Batista, desastrado gravador-geral da República que tentou implicar meio mundo em suas falcatruas, mas acabou gravando a ele mesmo confessando o crime.

Troféu fui! – Vai para o senador Aécio Neves (MG), que tomou chá de sumiço após recuperar o mandato. Antes era “dono” do partido, Aécio já não apita nem a pelada de fim de ano no PSDB.

Taça Libertadores – Vai para ministro Gilmar Mendes, do tipo que radicaliza na preferência de mil culpados soltos a um inocente preso. Soltou mais enrolados da Lava Jato do que o colega Luís Barroso libertou mensaleiros.

Mata o veio – Vai para o presidente Temer, para quem todo mundo deve acreditar no “bom velhinho”, aquele que continua ralando muito mesmo depois de atingir uma idade avançada.

Troféu zuzo bem – Dilma Rousseff ganhou a Medalha Boteco Pé Sujo confessando-se “work-alcoholic”, associando trabalho a alcoolismo só para a gente lembrar que uma vez anta, sempre anta.

Prêmio óleo de peroba – O ex-presidente Lula arrebata este prêmio na categoria hors concours, por seus ataques incansáveis a quem o investiga e julga, para não ter de se explicar sobre provas e acusações de crimes atribuídos a ele.

Prêmio mafuá – O troféu azedume do ano vai para o deputado presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ), que se sujeitou a misturar biscoitos e queijo parmesão na cueca para garantir a boquinha noturna e mal cheirosa na cadeia.

Samambaia de plástico – O troféu é novamente de Marina Silva, ex-senadora “verde” que se apresentou como novidade, mas naufragou na mesmice, fugindo dos mais graves temas nacionais nos momentos mais críticos.

Pensando bem… … que 2018 seja o melhor ano de nossas vidas. Afinal, merecemos.

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