Casos de chikungunya sobem mais de 250% no Estado

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Os casos de chikungunya aumentaram 255% neste ano em comparação a 2017, em Mato Grosso. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) mostram que até o momento já são 14.001 notificações da doença contra 3.942 registros feitos no mesmo período retrasado.
Tal situação coloca, todo o estado em situação alto risco para chikungunya, agravo que foi responsável por duas mortes confirmadas e outras três estão investigação. Entre os municípios que merecem atenção redobrada estão Cuiabá e Várzea Grande, que já registraram 2.089 e 10.031 casos da doença, respectivamente. Contudo, os casos de dengue e zika diminuíram em Mato Grosso.
Agora em 2018, são 8.399 notificações da dengue contra 12.091, no ano passado. Quatro casos de vítimas fatais já foram confirmados e dois estão em investigação. Neste caso, Sinop e Várzea Grande, são dois municípios que preocupam por apresentarem alto risco para a doença. Já os de zika, são 957 casos até o momento contra 2.595, em 2017.
A preocupação aumenta ainda com o início do período chuvoso e o alerta é quanto os cuidados que se deve ter para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Estamos no período chuvoso, o que, consequentemente, provoca o aumento do número de criadouros do Aedes aegypti. Com isso, ocorre a necessidade do aumento da atenção e de cuidados com essas doenças transmitidas por este vetor”, alerta a Ses/MT.
Em Várzea Grande, segundo a prefeitura, as ações de combate ao mosquito estão sendo realizadas, como a limpeza de córregos, retiradas de bolsões de lixo acumulado e notificações de proprietários de terrenos baldios ou fechados, o que contribuiu consideravelmente para a baixa na infestação do mosquito na cidade.
O secretário de Saúde, Diogénes Marcondes, disse que as ações já planejadas continuam sendo executadas e novas medidas devem ser elaboradas para que esse número possa diminuir assim como o LiRAa, que apresentou queda significativa. “Já conseguimos grandes avanços no combate ao mosquito Aedes aegypti. Os agentes realizaram visitas de porta em porta, além de operações de combate e o uso dos carros fumacê em todos os bairros, principalmente nas regiões que apresentaram maior índice de infestação do mosquito. Mas o trabalho não para e a Saúde vai continuar intensificando essas ações”, disse.
Por lá, o primeiro LIRAa do ano, realizado pela SMS, apresentou um índice de 6.1%, considerado de risco, sendo que o máximo tolerável seria de 3.99%, o que significaria que Várzea Grande estava fora do risco de epidemia. Contudo, o último foi de 4.0%. Mesmo assim os trabalhos não foram suspensos e continuam sendo executados de forma constante em todo o município, explicou o gestor da pasta.

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