Tribunal de Justiça barra novamente reeleição de Justino

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(Foto: Divulgação)
O vereador Justino Malheiros (PV) foi impedido mais uma vez de disputar as eleições da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Uma nova decisão judicial, publicada nesta quarta-feira (8) e assinada pelo desembargador Rui Ramos, suspendeu lei aprovada em maio. A norma alterou o regimento interno da Câmara permitindo a reeleição do atual presidente.
Malheiros tem articulado ativamente nos bastidores para tentar se reeleger e ofereceu uma série de recursos contra a decisão liminar que anulou sua candidatura. O vereador tem, agora, cerca de 15 dias para conseguir vencer o revés judicial e se registrar como candidato. A eleição da Mesa ocorre no dia 25 de agosto.
Na votação de maio, Malheiros foi quem desempatou o placar e fez vencer a proposta de reeleição. A resolução foi aprovada por 13 votos a 12. Indignados, nove vereadores entraram com pedido de liminar pela suspensão, que foi acatado pela 3ª Vara Especializada da Comarca de Cuiabá.
Na nova decisão, Rui Ramos discorda da tese de interferência do Poder Judiciário na Câmara proposta pela defesa de Justino. O desembargador entende que a liminar deferida cumpriu a regra que, até então, vigorava no regimento interno.
Além de mais esta derrota judicial, Justino tem contra si o bloco liderado pelo vereador Misael Galvão (PSB), que tenta ser eleito presidente pela primeira vez. Os dois postulantes pré-candidatos dizem já ter votos suficientes para viabilizarem suas respectivas eleições. Mas o cenário pode mudar muito até lá.
O desconforto causado pelas Comissões Parlamentar de Inquérito (CPI’s) abertas contra os próprios vereadores é o que mais pode redirecionar votos. O grupo de Misael corre o risco de os vereadores Gilberto Figueiredo (PSB) e Abílio Júnior (PSC) optarem por Justino Malheiros.
Recentemente, Figueiredo foi alvo de uma CPI que investiga compra de software no valor de R$ 240 mil pela Secretaria de Educação de Cuiabá, Pasta comandada por ele em 2015.
Abílio, por sua vez, é presidente de uma CPI que investiga nomeações na Secretaria de Saúde. O vereador suspeita que a secretaria tenha sido abastecida com familiares e correligionários de parlamentares da base aliada do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
“Eu não tenho rejeição ao Justino. A minha decisão é porque eu tenho veto há uma pessoa da mesa diretora dele”, admitiu Abílio. “Geralmente, muda tudo na última semana, nos três últimos dias. Mas, se as coisas continuarem do jeito que estão, votarei na mesa do Misael”, concluiu.

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